Nasci em uma família que respirava música, com tra- dições de estudo, leitura bíblica e musical em várias gerações. Meu pai (Albino Ferraz) foi o primeiro formando do STBSB em Música Sacra, em 1966 e, posteriormente, em Teologia. Quase todos os membros da família tocam algum instrumento, cantam e estudaram teologia.

Aprendi que culto se inicia no encontro com Jesus, e o Espírito Santo passa a habitar em mim; a partir desse momento começam as mudanças e o culto jamais termi- na. Posso ter momentos de celebração com mais irmãos em casa, no Pequeno Grupo, nas vigílias de oração, nos cultos congregacionais, que gosto de chamar de celebra- ções comunitárias, pois culto é estilo de vida, não termina na oração final. Assim, posso celebrar com nomenclaturas infinitas. Falando nisso, sacralizamos uma: “Culto Contemporâneo”, e não explicamos o que quer dizer. Para mim “Culto é Culto”, se é tradicional, contemporâneo, jovem, pouco importa, “Culto é Culto” e só existe se for para Deus. Percebo que nos apegamos a palavras e muitas vezes elas não fazem tanto sentido, mas se tornam como bóias para quem está à deriva em alto mar: nos apegamos a ela, nos livramos do perigo e isso basta. O mais importante se torna irrelevante, pois o principal já aconteceu – nos salvamos. Dessa forma, tratamos nossa vida espiritual e, por consequência, nossa teologia segue o mesmo curso e deixa de ser bíblica, tornando-se puramente emocional, sensorial. Assim, a experiência que vivemos passa a ser mais importante do que o Deus da palavra. Não existe culto sem teologia, pode ser ajuntamento, reunião, entretenimento.

Quer prestar culto ou celebrar a Deus? Então aprenda na intimidade com o Espírito Santo e no estudo da Pala- vra. Como dizia o velho mestre Silvino Neto, “O que passar disso é de procedência maligna”.

Edwin Ferraz

Pastor da PIB de Campo Mourão

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