Esta é a dura realidade. São poucos os que têm compromisso e responsabilidade com as coisas de Deus. Muitos gostam do Senhor, mas poucos O amam. Esta falta de amor leva irremediavelmente à falta de compromisso no Reino de Deus, no contexto da Igreja de Jesus. Muitos membros de Igreja não levam a sério os cultos, os pequenos grupos, as visitas a hospitais, ao lar de idosos e passam a semana inteira sem dar um testemunho de Cristo Jesus. Não contam a sua história, talvez pelo fato de não a terem. São poucos os que oram, meditam nas Escrituras e testemunham exuberantemente do Evangelho de Jesus Cristo. Na verdade, há os que se envergonham do Evangelho. Estes estão na contramão do apóstolo Paulo, conforme diz Romanos 1.16. São poucos os que investem em vidas. Diante de apelos sérios, éticos, não respondem como Cristo responderia. Poucos são os comprometidos com os que sofrem com os pobres, os desamparados, os usuários de drogas, as prostitutas, os homossexuais, os mendigos, andarilhos, os enfermos e os desesperados. Vivemos em um tempo em que se gasta mais tempo com celulares e outros aparelhos eletrônicos do que com pessoas que têm necessidade de falar, de abrir o coração. Muitos de nós agimos com egoísmo. Somos centralizados em nós mesmos. Colocamos nossas famílias em uma redoma, em uma proteção doentia. Há muita gente preconceituosa, inclusive uma parcela da liderança. Temos medo de relacionamentos. Somos acomodados e fóbicos no meio da comunidade. Tem muita gente que diz “Senhor, Senhor”, mas que não faz a vontade dEle (Mt 7.21-23). No céu teremos muitas surpresas, pois veremos lá pessoas que nunca acharíamos que lá estivessem. Elas fizeram a vontade de Deus em Cristo Jesus. Na verdade, o céu é lugar de pessoas que foram alcançadas pela Graça de Deus, nasceram de novo e serviram ao próximo com o amor de Cristo Jesus. O céu é o lugar de pessoas que amaram a Cristo mais do que as suas próprias vidas. Que não mediram esforços para cumprirem a missão ordenada pelo Senhor Jesus, de acordo com Mateus 28.18-20; Marcos 16.15 e João 13.12-16. Poucos são os que amam a Igreja pela qual Jesus derramou o Seu precioso sangue. Esses não são assíduos e pontuais nos encontros do Corpo de Cristo. Um bom número não veste a camisa do Reino de Deus. Um número pequeno contribui biblicamente, de coração, com dízimos e ofertas. Passamos a semana sem nos importarmos uns com os outros.
Não sentimos falta dos irmãos que estão ausentes. Não visitamos os irmãos enfermos. Afinal de contas, não temos tempo. Sabemos que tempo não se tem, mas se administra. Precisamos libertar o tempo da ociosidade e do ativismo (dois extremos) porquanto os dias são maus (Ef 5.16). Temos pouco compromisso porque a nossa visão de Deus é tacanha, apequenada e míope. Vivemos sob nossas motivações meramente passionais, centradas em nós mesmos. A nossa motivação não tem sido o Senhor. O dinheiro chega em casa e nós arrumamos desculpas para passearmos. Muitas vezes faltamos os compromissos que assumimos em determinados setores da Igreja. Não nos arrependemos e continuamos a viver a nossa vida. Temos perdido a sensibilidade espiritual. Tornamo-nos broncos na compreensão dos propósitos de Deus. O Senhor não nos encontra nas madrugadas orando, intercedendo pelas pessoas não crentes, pelos missionários, pelo avanço do Evangelho e pela paz no mundo. Davi é um exemplo para nós quando disse ao Senhor: “Ó Senhor, de manhã ouves a minha voz; de manhã te apresento minha oração e fico aguardando” (Sl 5.3). Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos faça comprometidos com Ele e com a Sua obra no mundo. Sejamos ousados em nosso testemunho. Aproveitemos cada oportunidade para servir a Cristo servindo às pessoas. Que não nos cansemos de fazer o bem à semelhança do Mestre (At 10.38). Que haja sempre em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, como diz Filipenses 2.5-8. “Que o nosso coração seja quebrantado pelas coisas que quebrantam o coração de Deus” (Bob Pierce). Que Jesus seja sempre o centro da nossa vida e das nossas decisões. Estejamos sempre entusiasmados com a Obra de Deus. Que O agrademos sempre. Que a Sua glória seja o nosso alvo macro.
Osvaldo Luiz Gomes Jacob
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