“Basta ao discípulo ser como seu mestre” (Mt 10.25). Essa frase de Jesus não explica somente o seu discipulado, mas o processo discipulador comum naquela cultura. Todo discípulo, qualquer que fosse o seu mestre, tinha o propósito de copiá-lo, de ser como ele.

Com o tempo, os discípulos deveriam se tornar cada vez mais capazes de agir como o mestre. Em Lucas 9.10, o pai de um menino dominado por um demônio clama pelo socorro de Jesus e diz: “E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram”. Enquanto Jesus estava fora, ele achou que os discípulos já poderiam ter aprendido a realizar aquela libertação. Não era o caso, pois eles ainda não estavam prontos. Mas, de toda sorte, esse era o esperado de um processo normal de discipulado; aos poucos, ser como.

Hoje, distantes no tempo e na cultura, temos dificuldade de compreender que o discipulado é um processo de imitação gradual. Até estranhamos as declarações paulinas em 1Co 4.16, 11.1, Fp 3.17, 1Ts 1.6 e 2Ts 3.7, considerando-as um pouco arrogantes. Para nós, discipulado tem a ver com que os discípulos saibam o que nós sabemos, mas não que sejam o que nós somos.

Com isso, ficamos apenas na periferia do que é discipulado e perdemos o seu centro, o seu objetivo. Embora o aspecto cognitivo seja um componente importante, o relacionamento que transfere verdade e vida, é a verdadeira essência do fazer discípulos (1Ts 2.8).

Nós não poderemos discipular ninguém, se não estivermos dispostos a abrir a nossa vida como um livro. Não poderemos fazer discípulos, se não tivermos nada de bom para ser admirado. Não poderemos cumprir a Grande Comissão, se não nos relacionarmos com pessoas tão de perto que vejam quem somos no dia a dia e queiram ser parecidos conosco enquanto nos parecemos mais com Cristo.

 

Diogo Carvalho

Gerente Operacional de Evangelismo

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