Ser compassivo equivale a ter compaixão pelo próximo. Compassiva é a pessoa que se compadece, que demonstra compaixão, que até toma parte dos sofrimentos de pessoas anônimas. Toda pessoa que se compadece, se condói e se afeta sentimentalmente pelos infortúnios do alheio é compassivo, tem compaixão. É possível que muitas pessoas compartilhem dos sofrimentos alheios a ponto de praticar obras que os minimizem. Organizações sociais exercem esse ofício. Entretanto, as melhores obras de compaixão devem ser operadas pela pessoa humana, tal como o exemplo de Jesus, mesmo que possuísse sua “escola apostólica”. Ao desembarcar do mar com seus discípulos, Jesus viu uma multidão e sentiu pena deles, isto é, compadeceu-se dela porque as pessoas andavam como ovelhas sem pastor.



Jesus foi compassivo (Marcos 6.34), e passou a instruir seus seguidores a matar a fome daquela gente. A multidão esperava que Jesus tivesse uma saída plausível para o sofrimento dela. Jesus teve um comportamento emotivo positivo importante, porque enquanto via a multidão, Ele tentava compreendê-la sem desprezá-la. E, uma vez diagnosticada a maior necessidade primária, pôs-se a orientar seus seguidores a dar-lhes de comer – essa era a necessidade primária. Ser compassivo ou ter compaixão independe da empatia porque essa nem sempre combina com aquela. Compadecido, Jesus fez brotar o desejo de praticar ações que aliviassem o sofrimento da multidão. A compaixão tem como marca ações que buscam ajudar as pessoas pelas quais nos compadecemos. A Igreja de Jesus reúne condições para ver multidões famintas de inúmeras necessidades, e independente de participação direta ou indireta com a organização religiosa, como dignas de compaixão. A sociedade está recheada de crianças sem família, adolescentes, jovens, adultos e famílias desregradas pelo avanço das permissividades nocivas propagadas pela imprensa em muitos os escalões. Que possamos nos compadecer, a ponto de querer, na prática, ajudar pessoas carentes, independente do credo, em cumprimento desta lição em família, a compaixão, o compadecimento. E, para tanto, que Deus nos ajude.


Rubin Slobodticov, pastor da Primeira Igreja Batista em Lençóis Paulista – SP