É difícil encontrar palavras que expressam os sentimentos de um casal na fila da adoção; esperar por uma criança causa uma mistura de expectativa com ansiedade, uma gravidez interminável, a impressão de que o tempo, apesar de passar rápido, se impõe como interminável. Porém, quando o dia chega, finalmente a espera acabou e seu filho está em casa. No seu coração nasce de forma inexplicável um amor tão profundo e real,
como se sempre tivesse sido assim. E quando percebemos nós temos um com o outro um cuidado prazeroso que se torna em alegria, uma alegria que preenche a casa, um sonho que se torna realidade. Adotar é um projeto de amor para a vida toda. Adotar uma criança é oferecer a ela o maravilhoso presente que Deus nos deu, de nos tornarmos filhos (Gl 4.5,6). A adoção é uma opção que os futuros pais fazem porque estão dispostos a cuidar, a zelar por essa vida, mesmo que esta não carregue seus traços genéticos. Querem fazê-lo, pois entendem que são capazes de se doar, de ofertar algo tão importante – seus corações; fazem a opção por entregá-lo, porque reconhecem que também são adotados por Deus, entendendo que a essência da adoção é o amor; para os pais que se doam o retorno também é amor.

A adoção não é em sua maioria algo inesperado, ela é sonhada e leva em conta os possíveis problemas que ocorrerão, como a redução do tempo na vida do casal, os gastos financeiros, as noites sem dormir, as desilusões que provocarão dor e lágrimas… mas vale a pena abrir seu coração e sua casa, pois ela será cheia de amor. Assim, como a adoção bíblica de Moisés fez grande diferença, tanto na vida da criança quanto do seu povo, pois Deus usou essa situação para forjar seu líder, Deus também poderá usar seu filho adotivo e sua família para grandes coisas. Quando a adoção acontece, a criança ganha um novo nome, um novo lar, uma nova história familiar, um novo caminho e um novo futuro. Igualmente quando fomos adotados por Deus em sua misericórdia temos um novo nome, um novo lar, uma nova história e muitos irmãos. Nosso Pai Celestial nos escolheu e nos incorporou à sua família.

A adoção não é um ato de caridade com uma criança, é a escolha de um filho ou filha, é entender que proporcionará mudanças no seu destino e na vida dela.

Margareth Silva