Quando paramos para pensar sobre a pessoa com deficiência, especialmente aqueles que têm alguma dificuldade de locomoção normalmente a primeira questão que nos vêm à mente está relacionada à falta de acessibilidade e a existência de barreiras arquitetônicas. Existem muitos obstáculos que precisamos superar diariamente. Somos diferentes apenas quanto ao método que utilizamos para nos locomover, talvez haja algumas outras limitações físicas que são evidentes, mas na essência somos pessoas comuns que têm qualidades e defeitos como qualquer ser humano.

Nossas limitações e dificuldades nos desafiaram a fazer escolhas complicadas e nos adaptarmos para poder realizar algumas tarefas cotidianas, muitas vezes precisamos de ajuda ou dependemos de alguém. Mas isso não nos torna super-heróis ou apenas grandes exemplos de vida. Todos, deficientes ou não, somos exemplos uns para os outros e como o Apóstolo Paulo diz somos um corpo e precisamos do apoio dos nossos irmãos.

A cadeira de rodas faz parte da nossa vida, mas o grande anseio do nosso coração é encontrar pessoas que possam ver além das aparências, além do nosso meio de transporte. Da próxima vez em que você encontrar um cadeirante tente não olhar apenas para a cadeira de rodas, olhe para a pessoa que está sentada nela e não focalize no que a faz um pouco diferente dos padrões estabelecidos e busque algo em comum com ela, algo que vocês possam compartilhar numa conversa, ou através de um pequeno gesto como um abraço ou um sorriso. Não tenha medo de se aproximar, se você tem alguma dúvida ou não sabe como ajudar pergunte como deve proceder.

Esse provavelmente é um grande desafio para você, mas dê o primeiro passo, se o seu coração estiver aberto e disposto a entrar num novo mundo você não vai se arrepender.

Luciane Toyoshima Krauser

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