Segundo os dados do Censo 2010, mais de 45,6 milhões de brasileiros tem alguma deficiência, representa 23,9% da população do país.

Uma das deficiências é o TEA (transtorno do Espectro Autista), esta é uma síndrome intrigante porque desafia nosso conhecimento sobre a natureza humana.

Ao se descobrir o diagnóstico, a família passa por inúmeras sensações, as quais ficam durante tempos sem uma resposta ou conforto. As informações são desencontradas, mostrando que a trajetória é misteriosa e interminável. As crises são constantes, indagações acontecem, e tanto são os por quês. Infindas são as buscas por cura ou tratamento, desde médicos e terapeutas até curandeiros.

Muitos pais sentem vergonha, escondem seu filho em casa, não possibilitando o contato e a amizade com outras pessoas. Por vezes, agem desta forma na tentativa de superproteger, evitar o sofrimento causado pelo preconceito da sociedade. E, por conseguinte, muitas famílias deixam de frequentar cultos, ou aos que estão à procura de um local para congregar nem iniciam a caminhada de fé, por não conseguirem levar seus filhos, pois alguém pode olhar de rejeição e incompreensão, ou mesmo não ter um local específico para ele.

Estas famílias normalmente apresentam um fator de desequilíbrio. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados.

Sendo assim propõem-se então a inclusão na igreja. Ao pensar na ação dos Direitos Humanos na luta pela acessibilidade, logo lembro-me de João 3:16, desta forma, embora não havia nenhuma elaboração legislativa para os direitos da humanidade, Jesus já estava assegurando algo que caberia a todos, e, para se apropriar deste sendo necessário apenas crer que Jesus é o filho de Deus, a sua mensagem é para TODOS, ou seja, toda a humanidade tem direito a acessibilidade à mensagem de salvação dada por Cristo.

A pessoa com TEA pode aprender a mensagem bíblica, este deve ser um processo de construção, por meio de trocas de aprendizagens nas relações entre professores, pessoas com deficiência e a família destes.

A primeira forma de aprendizagem se resume numa única palavra: AMOR. Pois as pessoas com TEA e também sua família, a sociedade ainda trata com descaso e são rejeitados. Portanto, o apoio e acolhimento de uma igreja local, seria uma atitude de amor e respeito para estas famílias.