Alguém me contou a história de um homem que caminhava por uma estrada poeirenta carregando uma pesada mala. Para sua surpresa, um caminhão parou e mandou que ele subisse à boléia. Após alguns quilômetros, o motorista do caminhão, incomodado, parou e perguntou ao caro- na porque ele continuava segurando a mala. Ao que ele respondeu: “O senhor já está me levando de caro- na. Seria demais pedir que também levasse a minha mala”.

Algumas vezes agimos assim com relação a Deus. Apesar de sabermos que é ele quem nos mantém vivos, achamos que podemos carregar sozinhos as cargas desta vida. É por isto que alguns de nós temos muita dificuldade para buscar a Deus e livrarmo-nos das nossas culpas. Carregamos o peso da culpa durante dias, semanas e até anos sem conseguir imaginar que é possível encontrar alívio e descanso. Por que esperamos tanto?

Alguns de nós temos a impressão de que se formos a Deus muito rápido tornamos o perdão de Deus algo barato e inconsequente. “Temos que sofrer um pouco pelo mal feito”! Outros consideram muita pretensão esperar que seja

possível conseguir o perdão de Deus. E ainda existem os mais arrogantes, que pensam não ser necessário envolver Deus nestes assuntos particulares.

A Bíblia diz que “o Deus eterno continua esperando porque ele quer ser bondoso e ter compaixão de vocês; pois ele é Deus que faz o que é direito. Felizes são aqueles que põem a sua es- perança nele. Quando vocês clamarem pedindo socorro, o Deus eterno os ouvirá e atenderá” (Is 30.18-19). O nosso Pai celeste sempre estará disposto a ouvir o pedido de um coração arre- pendido que busque perdão e descanso.

Deus demonstrou que de- seja libertar-nos da culpa dos nossos pecados através da morte do seu filho Jesus na cruz. “Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5.8). Ali, o Pai celeste estava garantido que existiria perdão para todas as pessoas que o buscassem.

É por isto que podemos buscar a Deus a qualquer momento, certos de que na presença dele “receberemos misericórdia e encontraremos ajuda sempre que precisarmos dela” (Hb 4.16).

Pr. Luiz Roberto Silvado Presidente da Convenção Batista Brasileira