e celebra 20 anos do Pastor Izaias como diretor geral da CBP.

A história dos Batistas no Paraná começa com a primeira pregação do Evangelho feita por SAMUEL PIRES DE MELO, no dia 07/09/1902, uma história que iniciou sua escrita há mais de 100 anos. Na entrevista abaixo, com Pastor Izaias Querino, você poderá conhecer mais sobre a CBP e o pastor.

 

Como surgiu a Convenção das Igrejas Batistas?

A Convenção das Igrejas Batistas surgiu da visão e da necessidade de estarem juntos como povo de Deus. No dia 10 de julho de 1919, quatro igrejas do Paraná e três de Santa Catarina se reuniram para organizar a Convenção Batista Paraná/ Santa Catarina. 

Para que serve e como funciona a Convenção?

A Convenção serve para unir as igrejas no esforço cooperativo com o propósito de realizar mais do que uma igreja possa fazer sozinha. Serve também para nortear as igrejas na fidelidade aos princípios doutrinários e visão de trabalho conjunto. Ela funciona com uma estrutura ágil no que diz respeito aos seus serviços e administrativamente ela é regida por sua Assembleia, poder soberano nas suas decisões. A Assembleia tem uma diretoria que responde administrativamente por ela. Na estrutura funcional ela tem o Diretor Geral e diretores nas suas áreas de ação como: Administração, Educação Teológica, Missões e Desenvolvimento de Igrejas, Ação Social e Educação Cristã. Esta última abriga as organizações: Juventude, União Feminina Missionária, Homens Batistas, Música e Crianças. 

O que a CBP realiza hoje em projetos missionários, atividades para homens, mulheres, juventude, crianças, ação social, educação cristã e teológica atende as necessidades das igrejas para ajudar no crescimento e capacitação? (Se sim, como é feito isso?) 

O mundo se transforma em velocidade maior que no passado e o que fazemos hoje pode não servir mais para amanhã, por isso nossos serviços precisam ser avaliados quase que diariamente. A preocupação da Convenção é servir as igrejas oferecendo-lhes ajuda para seu desenvolvimento e sua relevância como tal. Por isso temos projetos para oferecer suporte às igrejas. É bem verdade que ainda não conseguimos atender toda demanda das igrejas, mas buscamos melhorar nossos serviços cada dia.

De onde vêm os recursos para que isso tudo seja feito?

Das igrejas, que contribuem voluntária e mensalmente através do Plano Cooperativo, 10% de suas receitas; das ofertas missionárias enviadas pelas igrejas e de oferta mensal através do AME Paraná, a adoção missionária.

São quase 40 mil batistas cerca de 400 igrejas e congregações… Quais os sonhos e metas da Convenção para os próximos anos?

Em 2019 a CBP, que é resultado de cooperação espontânea e voluntária das igrejas, completa 100 anos e uma data bonita como o centenário de uma organização nos leva a sonhar com metas e alvos. Estamos sonhando com um crescimento mais acelerado dos batistas no Paraná, com o envolvimento e comprometimento de cada crente na obra missionária, com a participação de mais igrejas no trabalho cooperativo, com o fortalecimento dos vínculos que nos unem, tanto doutrinário como na missão e na visão. Posso dizer que chegar a 50 mil batistas em 2019, será uma vitória. Na gestão queremos ser mais eficientes e mais relevantes para as igrejas.

 

O Pastor deixou o estado do Espírito Santo e veio pastorear no Paraná e desde 1994 está como diretor geral da CBP… Conte-nos um pouco dessa trajetória. 

Eu nasci no estado do Espírito Santo, fui para o estado do Rio de Janeiro com 15 anos de idade. Comecei a estudar no Seminário do Sul aos 21 anos e de lá saí em 1976, vindo pastorear a PIB de Apucarana, onde fiquei até o final de 1982. Passei dois anos em Paranaguá e retornei para o Rio de Janeiro onde fui pastorear a I.B.Central de Teresópolis durante sete anos.

Retornei ao Paraná em 1992 para pastorear a PIB de Paranaguá, e desde agosto de 1994 estou como Diretor Geral da Convenção Batista.

Quais os desafios encontrados ao entrar na Convenção há 20 anos? 

Era um momento difícil na história da Convenção, dívidas deixadas pelo extinto Colégio Batista de Curitiba, várias pendências judiciais e descrédito por parte das igrejas na instituição. Vim com muito tremor e temor, pois o desafio era muito maior que minha capacidade administrativa, mas Deus orientou tudo e saímos da crise.

Quais foram os momentos mais marcantes dessa trajetória?

Quando pagamos as últimas dívidas. Quando percebia centenas de pastores e evangelistas sendo treinados em congressos inspirativos. Quando ouvia os testemunhos dos obreiros sobre o novo tempo da Convenção, dando palavras de crédito e elogios ao trabalho. Quando recebemos os batistas do Brasil na Assembleia da CBB em Foz. Quando iniciamos missões entre os encarcerados e com crianças. Estes são alguns destes momentos que marcam essa trajetória. 

Quando o desânimo alcançava seu coração, o que fazia para permanecer na visão?

 Duas coisas: Primeiro, lembrava que a obra é de Deus e não minha. Segundo: De que ELE estava lá e está comigo.

Faria e enfrentaria tudo novamente ou, se pudesse, mudaria algo?

Sim faria, pois não fiz nada na minha sabedoria, mas na orientação de Deus, mas procuraria ser menos ansioso.

O que você ainda sonha para o futuro da CBP? 

Servir até a hora que meu Deus disser para sair. Falo isso racionalmente, porque Ele sempre foi muito claro comigo. 

 

por COMUNICAÇÃO DA CBP

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