Tratar o assunto divórcio é sempre algo delicado. Muitas são as percepções sobre o mesmo, e agradar a todos é tarefa impossível. Após ter participado das discussões que ocorreram em meio ao Grupo de Trabalho de Identidade Batista, foi possível perceber quão polissêmica é a visão sobre tal tema. Por este motivo pretendo seguir os passos de Jesus Cristo conforme Mateus 19.3 a 9. Neste texto ele nos dá alguns indícios importantes sobre o tema percebendo-o como consequência. Desta forma quero analisar o divórcio mediante a ótica de um resultado de algo, não como sua causa. Jesus indica que o divórcio ocorre como consequência de três questões: falta de uma união genuína, dureza do coração e infidelidade.

A união de um casal precisa ser feita na firmeza da Palavra de Deus. Infelizmente poucos se preocupam realmente com este aspecto. A essência de uma união é espiritual. As uniões emocional e física somente possuem estabilidade quando fundamentadas espiritualmente. Deus precisa ser aquele que une um casal desde o namoro fundamentado na Verdade bíblica. Só desta forma “o homem não separa”, visto que o que une é realmente maior do que uma cerimônia. A dureza de corações estabelece a segunda questão prenunciada por Jesus Cristo. Corações moldáveis pela presença divina são outra exigência para que este mal não chegue aos casamentos. Ter um coração sensível ao toque divino é essencial para a construção de um casamento sólido. Quem está disposto a ouvir Deus não fecha seus ouvidos ao outro. Ouvir, talvez este seja um dos maiores problemas presentes em corações duros, muito prontos a falar, mas sem paciência para ouvir o outro.

O último ponto indicado por Jesus Cristo é referente à fidelidade. Ela é resultado de um projeto a três. Não apenas duas partes precisam estar neste projeto, ele deve ser selado por Deus e em Deus. Logo, como se viu, a base e a essência de um casamento sólido é a vida cristã profunda, que só pode ser desenvolvida mediante uma relação diária com Deus.

Pr Nilton Torquato