Neste domingo celebramos o Dia do Jovem Batista. Em João lemos: “Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (Jo 12.26). A palavra servir aparece duas vezes no verso. Esse servir era o que distinguia o mordomo bem treinado, pelo seu senhor. A palavra diácono vem dessa palavra, inclusive. Diácono era o servo que buscava perfeição, pois servia em bus- ca de um prêmio: colher no rosto do seu senhor a alegria de ter sido bem servido.

Quando servimos alguém, esse alguém fica feliz. Quanta oportunidade de glorificarmos a Deus; servir ao próximo colhendo como prêmio o sorriso em seu rosto por ter sido servido. Cristo deu Sua vida por nós, para colher no rosto do Pai o sorriso de ter sido servido pelo Filho. A glória que Cristo buscava era aquela glória advinda daquele trono (a cadeirinha que o Imperador mandava colocar no centro da cruz), que garantiu glórias eternas a Ele e aos filhos que ele conquistou para o Pai.

Em 1955 um jovem servia o exército em Pindamonhangaba, em São Paulo. Tinha quatro anos de convertido, mas já pregava. Quando o pastor Gladstone Paixão da Silva viajava para o Rio de Janeiro ele o substituía no púlpito. Já imaginou um servir tão glorioso para um jovem? Servia a Deus enquanto servia a pátria.

Agora pergunto: quem somos nós para sermos honra- dos pelo Pai? Esse é o milagre que o Pai tem prazer em realizar. Transformar nossos jovens em candidatos à sua honra.

No verso seguinte Jesus nos lembra do grande desafio da sua juventude. “Agora meu co- ração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não, eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai! Glorifica Teu nome!” (Jo 12.27)

O apóstolo Paulo diz que devemos ser imitadores de Cristo. Juventude gloriosa é aquela que assume o servir a Cristo, e assim glorifica a Deus. Foi para isso que viemos.

Nossa juventude está envenenada pelas filosofias atuais. Só o que traz vantagens interessa. Em II Timóteo1.9, Paulo nos propõe a troca do passageiro pelo eterno. Esse é o investimento que o jovem deve fazer. Satanás acusou Deus de comprar os homens com bens terrenos (como é antiga a teologia da prosperidade!). Depois de muito sofrer, Jó descobriu que fora escolhido para salvar a honra de Deus da tentativa de satanás de manchá-la. Quão grande é a proposta gloriosa de Deus para nossa juventude: trocar o bem passageiro pelo bem eterno. Só Deus poderia engendrar plano tão glorioso, e isso ele concretizou pela troca gloriosa que Cristo fez, embora até os apóstolos lhe aconselhasse o contrário.

Nos dias de perseguição, infligida por Stalin aos Batistas, na União Soviética, o jovem batista Alioshca distribuía cópias a mão das Escrituras, evangelizando os comunistas. Ficou preso 15 anos. Compartilhou com mais quatro prisioneiros a mesma masmorra com o maior escritor do século, Alexandre Sholschenistzin. Ele descreve a personalidade do jovem Batista em três frases, no livro “Um dia na  vida de Ivan”. São frases gloriosas. A última diz: “Vinte graus abaixo de zero. A neve derrete o orvalho formando cristais. Marchamos em direção aos trabalhos forçados. Olho para o rosto de Alioshca. Ele me sorri. Seu rosto brilha. Ele é o único feliz entre nós. O seu Cristo lhe basta”. Esse livro, clandestinamente, chegou a Sorbone de Paris. Foi traduzido em dezenas de idiomas. Alioshca, da prisão, pregou no lugar mais difícil do Evangelho penetrar; as universidades. Que galardão glorioso esse jovem conquistou. Deixo o desafio aos jovens Batistas brasileiros. Vamos impregnar o Brasil com a mensagem do Evangelho, com uma vida tão gloriosa como a de Alioshca. Oro para que eu veja isso antes do fim dos meus velhos anos vividos, pela graça de Deus.

Manoel de Jesus The, colaborador de OJB

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