Evolução do mundo acontece com tamanha velocidade, que os filhos devem ser preparados, mais do que nunca, para respeitar os seus pais. É muito comum ouvir um jovem dizer: “Papai não me entende”. O entendimento deve ser mútuo. Acorda-se, todo dia, com o absurdo na última moda: no dia seguinte o absurdo de ontem já foi substituído por um absurdo maior. A compreensão sempre será uma bela característica do “homem-pai”. Ela mantém o equilíbrio na balança das concessões e ajuda no discernimento do sim e do não. A compreensão carrega nos braços as dificuldades do choque da convivência, quando os comportamentos se agridem. O exemplo do pai está cada dia mais importante. De nada vale a severidade, as regras e exigências, se o filho descobre (e sempre descobre) que o seu discurso não corresponde à prática. O pai não é um mágico que se equilibra nas aparências, é um ser autêntico que vive as próprias limitações. Todo filho gostaria de ter um pai trabalhador, honesto, dedicado à família, e jamais um irresponsável, debochado, perdido na noite das indecisões, infeliz e semeando infelicidade. O Dia dos Pais deve ser uma ótima oportunidade de autoavaliação: “Que tipo de pai eu sou? Uso devidamente a minha autoridade? Confundo autoritarismo com disciplina? Ou tenho sido um ditador, um poderoso chefão, dentro do meu lar?”. Como é bom ter um pai! Se ele for, é claro, investido das qualidades deste homem todo especial, isto é, se estiver em condições de contribuir com uma parcela de amor, de exemplo, reconhecendo a sua impossibilidade frente a inúmeros desafios. Se o tempo dedicado aos filhos é pequeno, que o amor seja em tempo integral. Conta-se que a diretora de uma escola realizava uma reunião com a família dos alunos e aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância do apoio que os pais devem dar aos filhos. Pediu-lhes, também, que estivessem presentes o máximo de tempo possível, junto deles. A diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo para falar com o filho, nem tempo de vê-lo durante a semana. Quando saía para trabalhar, na madrugada, o filho ainda estava dormindo; ao voltar, era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Disse que a ausência o deixava angustiado. Para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria e dava-lhe um beijo na testa, todas as noites. Quando o filho acordava e via o nó, sabia que o pai estivera ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora ficou emocionada com essa história tão singela; mais surpresa ficou, quando descobriu que o filho desse pai era um dos meninos mais dedicados e meigos alunos da escola. O método educacional adotado pelos pais na educação dos filhos deve ser fundamentado no amor. Os filhos são dádivas de Deus, eles precisam ser educados e amados. A superproteção desequilibra tanto quanto o abandono. Eles podem ser lindos, feios, ricos, pobres: o importante é a orientação e o exemplo dos seus pais. Disciplinar significa organizar a vida! (I Reis 1.6