“Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Mc 12.44).

Estando no Templo, Jesus observava os doadores de ofertas, os quais procuravam prestígio religioso, em função da riqueza de suas dá divas. De repente, para uma pobre viúva, que doou duas moedinhas sem valor: “Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver” (Mc 12.44). Na Sua avaliação do episódio, Jesus começa lamentando a postura daqueles que entregam ao Reino de Deus as suas sobras. Porque nossa vida espiritual significa, na realidade, o melhor que existe. Consequentemente, é um erro muito sério dedicar insignificâncias em nossas relações com as dimensões que exigem nossa mais sofisticada energia. Portanto, o tamanho das nossas ofertas não deve ser avaliado como tendo importância. O que vale é a motivação que nos leva a entregar nossos bens ao Senhor. No Seu comentário, Jesus termina com um elogio à coragem da pobre viúva. As duas moedinhas entregues ao Senhor constituíam uma corajosa postura de confiança em Deus. Sua atitude nos declara: “O Senhor proverá”. Foi neste contexto que Paulo declarou: “Deus ama ao que dá com alegria”. Nem Jesus, nem Paulo nos ensinam que doar a Deus é um bom investimento financeiro. Mas ambos concordam ser um excelente exercício espiritual.

OLAVO FEIJÓ
pastor, professor de Psicologia