“Quando teu filho de futuro te perguntar, dizendo: Que significam os testemunhos e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou?” (Dt 6.20).

O Senhor Deus orientava a seu povo que aproveitasse as perguntas dos seus filhos, com referência aos grandes feitos dEle para com eles e também sobre seus mandamentos, como oportunidade para lhes ensinar sobre o verdadeiro Deus, Seu amor e Sua disposição em os abençoar e salvar. Nós, também, devemos aproveitar essa oportunidade que temos, no tempo em que nossos filhos ainda nos perguntam. Às vezes, erroneamente, nos impacientamos com suas perguntas, e os tratamos inadequadamente, com respostas superficiais ou até mesmo bruscas. Isso é um grande erro, pois é a oportunidade que temos de firmar com eles um relacionamento sólido e perpétuo, de nos tornarmos seus melhores amigos e consultores preferenciais. E, com isso, lhes passar informações necessárias e sadias para a boa formação de seu caráter ético e espiritual. Quando conquistamos a amizade dos nossos filhos temos a prioridade dos seus questionamentos ao longo do seu desenvolvimento. Quando perdemos essa oportunidade, eles passarão a buscar as informações em fontes diversas de seus relacionamentos; nisso reside o perigo de serem levados a maus e perigosos hábitos. Tenhamos paciência com nossos filhos, enquanto eles ainda perguntam, respondendo-os sempre de forma paciente e sincera, nunca ralhando com eles, nem os repreendendo, nem os deixando sem respostas. Devemos, inclusive, incentivá-los às perguntas, sem restrições de temas. Você tem a capacidade de ensinar seu filho da melhor e mais sincera forma sobre: Sexualidade, sociabilidade, educação, namoro, casamento, formação profissional, drogas, direitos e deveres, sobre Deus, Sua Palavra e Seu amor para conosco. Lembremo-nos de que esse tempo é muito rápido, logo chega a idade em que não mais perguntarão e também não mais responderão quando os abordarmos. O tempo que imaginamos não ter para isso, Deus nos indica: “Estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.6-7). Não percamos esse tempo com coisas supérfluas, como: TV, jornais, bares, etc. Vá para casa conversar com seu filho enquanto ele ainda está para isso

Celson de Paula Vargas, pastor da Igreja Batista Monte Moriá em Volta Redonda – RJ