A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA NAS NOSSAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Olá, queridos leitores!

Para quem não me conhece, sou o professor Adolfo Hickmann. Sou membro da PIB Curitiba e atuo como professor das Faculdades Batista do Paraná, nas áreas de Metodologia Científica e de Língua Portuguesa, entre outras. Também sou pesquisador (CAPES, CNPq) das Relações Interpessoais e dos Valores Humanos, pela UFPR, e membro do Grupo de Pesquisas Cognição, Aprendizagem e Desenvolvimento Humano.

Gostaria de conversar hoje com os irmãos sobre um assunto bem interessante e central em nossas atividades evangelísticas: a influência da família nas nossas relações interpessoais. Para isso, procurarei não ser tão acadêmico e usarei uma linguagem mais informal possível. Antes de seguirmos adiante, vou provocar uma reflexão em você: Como você tem se relacionado ou percebido as pessoas ao seu redor?  Você gosta de entender por que as pessoas são ou se comportam de determinada maneira, muitas vezes curiosa?

Pois é. Para entender questões como essas, eu trabalho com uma teoria chamada Bioecologia do Desenvolvimento Humano, do pesquisador e psicólogo Urie Bronfenbrenner (1917-2005). Para esse autor, o ciclo do nosso desenvolvimento de vida é influenciado pelos ambientes bioecológico, ou seja, lugares que não são apenas ambientes físicos (eco), mas que ganham significado por conta da presença de pessoas (bio).

Você deve estar se perguntando: “Aonde esse professor quer chegar?”. Na verdade, pretendo causar uma reflexão em você, leitor, sobre a importância de considerarmos por onde em com quem essas pessoas têm se relacionado e qual o impacto disso na vida delas e na sua.

 “Tudo bem.” – você dirá. “Mas onde entra a família nessa história?”. Ah, ok.  Agora entenderemos uma questão muito importante. Você se lembra de Deuteronômio 6? A família, na perspectiva de Deus?  Onde é o primeiro lugar, segundo a Palavra de Deus, em que aprendemos nossos valores? Aqui há uma coisa curiosa: cientificamente, pesquisadores como Bronfenbrenner também consideram isso muito significativo. Para ele, a família é o primeiro microssistema no qual a pessoa aprende e desenvolve suas relações. A família, segundo pesquisadores, tende a ser o foco das referências que os indivíduos terão para todo o seu ciclo vital.

“Tá, professor, e aí?” Aí que isso é muito importante quando estamos conversando com alguém. Precisamos lembrar que essa pessoa não se constituiu e não se constitui de maneira isolada. Há toda uma estrutura familiar, funcional ou disfuncional, que influenciou o desenvolvimento de quem é essa pessoa.


Por isso, minha sugestão, especialmente a você que trabalha em ministérios que cuidam de vidas, é que você tome esse cuidado. Imagine, por exemplo, que, por trás dessa pessoa há uma mãe, um pai, uma avó, um avô… e por aí vai. Gosto do que meu irmão, João Hickmann, filósofo de plantão, diz sobre conhecer a mulher com quem vamos nos casar. Ele diz: “Quer conhecer uma mulher? Conheça quem é a mãe dela. Inclusive você conhecerá como provavelmente a sua futura esposa será no futuro.”. Pensem nisso e até a próxima!   

por, Adolfo Hickmann

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