O regozijo do profeta é indescritível. Tomado de emoção e gratidão pelo reino vindouro do Messias, convida o povo a regozijar-se pela grande salvação, fruto exclusivo da Graça de Javé. Em uma terra onde a água era escassa, os redimidos do Senhor são instados a “Com alegria tirar águas da fonte da salvação” (Is 12.3). Fontes onde borbulha a graça abundante da misericórdia divina. Apesar de se revelar como povo rebelde e contradizente, segundo Romanos 10.21, em sua terna misericórdia e paciência Deus não desiste do seu povo. As fontes da alegria concedidas pela salvação foram esquecidas. Israel as substituiu por cisternas rotas e contaminadas, de acordo com Jeremias 2.11-13. A expressão do profeta é de horror. Ações que traziam em si o horror das escolhas humanas, sem a aquiescência de Deus. Escolhas feitas sem a participação divina. Os resultados funestos são creditados a Deus como responsável pelas consequências. “Deus quis”, “Foi a vontade de Deus”, “Deus permitiu, cabe-nos aceitar”. Deus responde que nada tem a ver com as consequências de escolhas humanas. Em meio ao caos que se instala Deus convida o Seu povo a voltar às fontes das águas da vida. Abandonar as cisternas contaminadas pelo pecado e sorver a água da vida. Em resumo: sincero arrependimento e profunda comunhão com Cristo. Nada mudou, estamos em crises profundas. Os paliativos humanos com suas cisternas contaminadas pelo pecado há muito deixou de oferecer solução. Nas Igrejas, os salvos se regozijam com as baladas, com horários diferenciados para atender adolescentes e jovens. O púlpito preocupado com números em detrimento da essência do Evangelho.
Mensagens agradáveis aos ouvidos que há muito perderam a acuidade. Incapazes de filtrar a verdade da mentira. Importante é não confrontar e ser confrontado pela Bíblia. Jesus é colocado de lado, Suas verdades são desprezadas, não valem para os dias de hoje. Cumpre-se a profecia do apóstolo Paulo: “Chegará o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (II Tm 4.3). Tudo isso somado leva à decadência em que vivemos. Mesmo como salvos passamos a crer em profetas humanos. Soluções elaboradas por homens e mulheres não tementes a Deus. Votamos pelas ofertas feitas por satanás em suas baixelas de ouro, crédulos de que as mentiras são verdades a serem aceitassem questionamentos. Trocamos a bênção por pratos de lentilhas confeitados com o aroma do mal. Iludidos pela aparência e a fome insaciável de soluções midiáticas. Esquecemo-nos de alimentar a luz que brilha nas trevas e dar sabor ao sal que impede a deterioração. Esquecemo-nos de Deus. A sociedade oferece-nos a cada dia cenas, as mais degradantes, do pecado existente no coração humano. Homens, mulheres, crianças e idosos caminhando a procura da paz, de abrigo e sobrevivência de melhores dias. Criaturas amadas por Deus, por quem Jesus morreu, sem esperanças. Aqui em nossa Pátria a corrupção é aceita, exaltada, e sorri da justiça dos homens. Governo débil, sem força moral para tomar decisões concretas, necessárias, por estar comprometido com o mal. E os salvos felizes em seus templos a “louvar”, sem questionar o momento atual. Muitas festas, muitos congressos que se propõem ensinar e que nada ensinam. Satisfeitos com as cisternas rotas do pecado que cegam, emudecem e impedem de ouvir o clamor das almas a caminho do inferno. Precisamos voltar às fontes da salvação e transmitir a alegria que só Jesus pode oferecer.

Julio Oliveira Sanches