Igreja Multiplicadora (IM) é um retorno aos princípios bíblicos, visando levar cada crente batista a restaurar o relacionamento discipulador proposto por Jesus na Grande Comissão (Mt 28.19 e 20), de uma forma prática  e objetiva.

A CBP está levando IM a ser conhecida por todas as igrejas batistas no Paraná, através do Congresso de IM, em setembro na cidade de Jaraguá do Sul.

Abaixo Pr. Fabrício Freitas da JMN, responde as principais questões sobre Igreja Multiplicadora:

1.    No que consiste a Visão Igreja Multiplicadora?

A visão de Igreja Multiplicadora consiste na visão de multiplicação intencional baseada em cinco princípios bíblicos de crescimento para a igreja local com o objetivo de cumprir a Grande Comissão. É a proposta dos Batistas Brasileiros para o crescimento da Igreja Local. É um retorno ao jeito bíblico de ser igreja, conforme os princípios do NT.

2.    Como surgiu, e qual seu objetivo?

Da inquietação do coração do Pr. Fernando Brandão em apresentar aos missionários de Missões Nacionais uma proposta de avanço e crescimento. Mobilizar o povo Batista Brasileiro para um grande movimento de multiplicação de discípulos e igrejas.

4.    Como esse trabalho pode ser aplicado nas igrejas batistas de todo o Brasil?

Por estar baseada em princípios e não em um modelo de igreja, a visão de Igreja Multiplicadora se adequa a qualquer contexto. Esses princípios podem ser vivenciados por missionários e evangelistas que estão plantando igrejas e até mesmo grandes igrejas, potencializando a sua capacidade de pastoreio mútuo e vivência dos princípios bíblicos focados na multiplicação.

5.    O que é necessário para a implantação, e quais os passos?

Basicamente, a disposição do pastor e da igreja em querer obedecer a Grande Comissão, colocando-a como o centro da visão da igreja. Conhecendo a visão de Igreja Multiplicadora, você será capaz de se tornar (1º) um pastor multiplicador, (2º) formar uma liderança multiplicadora e (3º) alcançar uma igreja multiplicadora.

7.    É um novo modelo de igreja? Por quê?

Não. Porque não é novo nem é um modelo. Estamos falando apenas de resgatar um estilo de vida bíblico, de sermos parecidos com nossos irmãos neotestamentários. Também não é um modelo, pois quando falamos em modelo de igreja estamos falando de uma igreja a ser imitada. Igreja Multiplicadora não tem uma igreja a ser imitada. Ela apresenta princípios bíblicos a serem seguidos

8.    Como é feita a transição?

O processo de implementação/transição parte de princípios, a partir dos quais se chega a uma visão, depois a estratégias e, por último, estruturas. As estruturas devem ser governadas pelos princípios, não o contrário. Por isso, não mudamos estruturas com vista a mudar princípio. Igreja Multiplicadora não é mudar tudo, nem dizer que tudo o que temos está errado. Nossa proposta é que, pela vivência dos princípios, as igrejas façam o ajuste do foco de cada atividade ou departamento para cumprir a Grande Comissão.

9.     Quais são as ênfases na visão Igreja Multiplicadora?

São cinco princípios bíblicos: oração, evangelização discipuladora, formação de líderes, plantação de igreja e compaixão e graça. Grande Comissão, Sacerdócio Universal do Crente, Pequenos Grupos.

10.    Qualquer igreja pode se adequar à visão Igreja Multiplicadora?  Quais são os métodos?

Sim, pois são princípios bíblicos e não um modelo a ser seguido. Não há um método, a ênfase está no discípulo multiplicador: um discípulo vivendo o evangelho como Cristo nos ensina que deveria ser vivido. O meio são os relacionamentos: a evangelização relacional. Alcançamos primeiro as pessoas dos nossos relacionamentos.

11.  Como é desenvolvido o discipulado?

O discipulado é relacional. Aqui está uma grande mudança conceitual. Por muitos anos tratamos discipulado apenas como estudos bíblicos de preparação para profissão de fé e batismo. Mas precisamos ir além. Precisamos entender o discipulado como uma vivência de mutualidade e cuidado integral de cada pessoa. É a transmissão de verdade e vida (1Ts 2.8) em uma caminhada discipular um a um, em busca de gerar a independência deste novo discípulo, levando-o a se tornar um discipulador de outras pessoas.

12.  Como os líderes são treinados?

No processo. Eles aprendem fazendo. A Escola Bíblica também deve capacitar para a liderança. Todo discípulo deve caminhar no trilho do Discípulo Multiplicador através da estrutura de ensino da Igreja.

13.  Que literaturas são usadas e quem produz?

Atualmente, três livros já estão à disposição dos Batistas Brasileiros, são eles: IGREJA MULTIPLICADORA: cinco princípios para o crescimento (Pr. Fernando Brandão); PEQUENO GRUPO MULTIPLICADOR (Pr. Márcio Tunala); DE VOLTA AOS PRINCÍPIOS (Pr. Fabrício Freitas). Estamos trabalhando para lançar mais três livros: Relacionamento Discipulador, Escola Bíblica Discipuladora e Evangelização Via Relacionamentos, Trilho de Formação do Discípulo Multiplicador. Todo o material tem sido produzido por uma equipe de pastores e líderes de diversas igrejas em diversas regiões do Brasil que têm se apresentado como colaboradores voluntários, capitaneada por Missões Nacionais.

14.  Quais são os cinco princípios bíblicos para o crescimento?

Oração, Evangelização Discipuladora, Plantação de Igrejas, Formação de Líderes e Compaixão e Graça.

15.  Quais os cuidados necessários para a implantação dos Pequenos Grupos?

O principal cuidado é compreender que a grande questão não é abrir pequenos grupos, como se o simples acréscimo de mais um programa na igreja resolveria tudo. O PGM não é um fim em si mesmo, mas um ambiente para potencialização dos princípios neotestamentários. A pergunta correta não é “por que PGMs?”, mas “como podemos expressar hoje os princípios do NT?” Os PGMs são o ambiente para isso.

16.  Os líderes dos Pequenos Grupos são discipulados por quem, e como isso acontece?

Sim, pelo líder mais experiente. Tudo começa com um pastor multiplicador. O primeiro discipulador da Igreja é o Pastor titular, que estabelece quem serão os líderes para as primeiras multiplicações.

17.    De que maneira a multiplicação acontece no Pequeno Grupo e na igreja?

A multiplicação acontece quando há um líder formado e treinado em condições de liderar um novo grupo.

A nova igreja será fruto da intencionalidade de uma igreja mãe em plantar uma nova filha em uma região estratégica.

18.  O que difere líderes e discipuladores do pastor?

Os líderes e discipuladores lideram pessoas em razão do chamado geral da Grande Comissão. Pastores são chamados por Deus para uma função específica da igreja, de apascentar e capacitar o rebanho de Deus (1Pe 5.2 – Ef. 4.12).

19.  Qual é a diferença entre a visão Igreja Multiplicadora e outras visões de discipulado e pequenos grupos, como G12 e MDA?

A visão de Igreja Multiplicadora nasceu dentro de um contexto doutrinário e eclesiológico batista, enquanto as outras nasceram dentro de um contexto doutrinário e eclesiológico pentecostal. É impossível que uma visão de igreja não contenha reflexos das raízes doutrinárias e eclesiológicas do ambiente em que foi gerada.

Pr. Fabricio Freitas

Gerência Executiva de Evangelismo – JMN