A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça, misericórdia, e paz da parte de Deus, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 1.4)

O mês de agosto é dedicado a nossa juventude e também celebramos o Dia dos pais. Assim como as mães, lutadoras, aguerridas, o verdadeiro pai tem um sentimento profundo de amor pelos filhos, demonstrado, muitas vezes, de forma aparentemente fria; mas, lá no fundo, há um amor verdadeiro. No entanto, queremos dedicar esse artigo aos jovens, que estão na flor da idade, no vigor físico que a natureza de Deus lhe proporciona. A vida jovem possui muitas características e mencionaremos apenas alguns aspectos: Alguns são tímidos, introvertidos; outros são afoitos, extrovertidos. Alguns são extremamente frios, pensadores e calculistas; outros são pragmáticos, práticos e idealizadores. Mas todos têm um ideal: querem realizar ou fazer parte de algum projeto que lhes dê prazer ou realização. Quando um jovem deixa abater-se pelas circunstancias da vida, ele desiste de sonhar, é sintomático; ele perdeu ou está perdendo a razão de viver, e talvez esteja entrando naquele “buraco negro” chamado depressão, doença terrível que assola boa parte da humanidade. Vivendo em mundo cada vez mais estagnado, no qual o mercado de trabalho não consegue absorver a mão de obra, é normal que muitos fiquem aflitos.




Mas falemos dessa situação a partir da nossa fé em Jesus Cristo. O texto acima menciona um jovem não judeu chamado Tito, que tornou-se cristão e foi um dos companheiros de trabalho e auxiliares de Paulo na sua atividade missionária. Jovem que, certamente, também enfrentava dilemas e dificuldades naquele primeiro século; no entanto, uma pequena palavra fazia a diferença naquela vida e faz também em nós hoje – a fé. O contexto nos revela a fé no Senhor Jesus Cristo, nossa esperança, mesmo em momentos de lutas e provações. Quando a convicção de que somos e fomos transformados pelo poder do Reino de Deus é verdadeira, estaremos sempre prontos para enfrentar e vencer todos os obstáculos que a vida nos prega. Então, podemos terminar esse artigo com a belíssima e confessional saudação paulina: “que a graça, a misericórdia e a paz de Deus, o Pai e de Jesus cristo, o nosso Salvador esteja com você!”

Levir Perea Melo