Segundo domingo de maio, mais uma vez chegou o “Dia das Mães”, independente de alguns aceitarem e comemorarem e outros não, de ser considerado por uns como sendo uma celebração familiar e, por outros, como uma mera oportunidade para a exploração comercial; o que não se pode negar, basta ver os inúmeros apelos comercias veiculados através da mídia, as promoções das redes de lojas e dos shoppings. A verdade é que não conseguimos fugir a esta realidade já enraizada em nossa cultura, que leva-nos a preparar a cada segundo domingo de maio uma programação diferente, um almoço com toda a família reunida, a viagem até a casa dos pais, a compra de algum presente para lembrara passagem da data.
Mesmo que com alguns constrangimentos, pois há aqueles que já perderam suas mães, aqueles que a saudade aperta o coração pela distância que se encontram ou mesmo por não dispor de recursos materiais que lhes permitam concretizar de forma material o sentimento, ou ainda por parte daquelas mulheres que, por alguma dificuldade de ordem biológica, não tiveram a oportunidade de gerar filhos e, como Ana, mãe de Samuel, terminam se achando inferiorizadas em relação àquelas. Independente dessas questões de celebrações e dos sentimentos que dominam os corações nesta data, a ideia e a palavra mãe está sempre vinculada basicamente a duas situações que talvez possam ser identificadas como as duas formas possíveis de maternidade, ou seja, uma mulher se torna mãe pela geração biológica de filhos ou pela adoção legal de uma criança, mas a partir da afirmação mãe geradora de filhos – é possível pensar em uma terceira situação. Não está se considerando aqui as questões relativas à clonagem, tão comentadas nos últimos dias após as declarações do médico italiano. São aquelas mulheres que, casadas ou solteiras por escolha, têm dado suas vidas ao serviço do Senhor, de forma tal que seus exemplos, sua dedicação, seu empenho na obra tem gerado filhos e filhas para causa do Mestre. Rendemos à elas nossa homenagem neste “Dia das Mães”.
Graças a Deus por estas mulheres geradoras de vida, que deram de si, doaram-se para que estivéssemos aqui, mulheres que não temos como citar seus nomes sem cometer injustiças, mulheres que influenciaram nossa história, mulheres conhecidas e anônimas. Hoje e, como no passado, temos geradoras de vida. Mulheres que se doam. Servas que fazem do Reino de Deus entre nós seu ideal maior. A você mulher - mãe – geradora de vida, um muito obrigado, lembrando sempre que todos os dias lhe pertencem os dias investidos em vida. Vidas que transformaram outras vidas a partir de uma “geradora de vida”, que é você, mulher. Deus a abençoe e fortaleça-a, encha-a de graça e ternura para que possamos sentir o seu amor através de ti, mãe – geradora de vida.