Uma das visitas mais difíceis que já fiz em meus quase dez anos de capelão no Centro de Apoio aos Marinheiros (CAM) foi quando conheci Ritche. Ele está há nove meses a bordo e enfrentando uma situação complicadíssima. Foi abandonado e traído pela sua esposa, ela abandonou seus dois filhos com os pais dele e em novembro de 2013, o Tufão destruiu sua casa. Seu pai foi ferido na perna e teve que ir para o hospital, sua mãe está cuidando dele, seus dois filhos, um de nove e outro de doze anos, tiveram que ir embora para casa de primos em outra ilha há mais de 200 quilômetros. Quando ele ligou e conseguiu conversar com seu pai, ele disse: “Não adianta você voltar agora que você não vai conseguir nos ajudar aqui, fique a bordo e continue trabalhando para conseguir recursos financeiros para ajudar”. Então ele me contou que ficará mais um ano a bordo: “Quando entro na minha cabine as lágrimas rolam em meu rosto e questiono porque tudo isso está acontecendo”. Então o abracei e oramos juntos entregando tudo nas mãos do Senhor, ele orou aceitando a Cristo e falei para ele ler os Salmos e o Evangelho de João. No outro dia quando fui visitá-lo ele agradeceu muito: “Li os Salmos e o Evangelho de João e me sinto fortalecido, obrigado por ter orado e ajudado”.

Outra situação marcante, foi a visita ao marinheiro muçulmano Yussuf Habib, que teve um sério acidente a bordo. Ele estava com saudades de casa e deprimido. Compartilhei do amor de Cristo com ele e oramos ao final e quando estávamos terminando ele estava sorrindo. No outro dia ele estava se preparando para ir embora e agradeceu muito por alguém ter dado atenção a ele.

Essas são duas histórias que refletem a importância de estar- mos perto das pessoas e como pequenos gestos e atitudes podem fazer diferença na vida de pessoas. Sinto-me privilegiado de fazer parte da obra de Deus e grato por Ele usar a minha vida. O desafio é que você também faça parte dessa obra em oração!

PR. RIVELINO SANTOS
Capelão do Centro de Apoio aos Marinheiros

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