á alguns dias, enquanto eu e uma amiga, a Alice Mesquita, preparávamos pipoca para uma programação dos adolescentes da nossa Igreja, refletimos sobre a transformação do milho dentro da pipoqueira. Pois é, também pareceu ridículo e muito cômico para quem presenciou o momento. Mas, será que não era exatamente assim que Jesus citava as parábolas? Ele olhava ao redor, percebia o contexto das situações, e aplicava o Evangelho com clareza e de forma contextualizada àqueles que O ouviam. Em meio a muitas risadas, prestamos atenção em cada detalhe daquela situação simples, mas que começou a ter grande significado em nossos corações. Reparamos, por exemplo, que quando o milho é jogado na pipo – queira, ele é totalmente sem graça, embora possua uma cor que chama a atenção, o amarelo. Contudo, é quando a cor branca se destaca que percebemos, de fato, o que é transformação. E então veio a nossa primeira lição: Em meio a sociedade corrompi – da em que vivemos, onde os valores, princípios e pensamentos estão cada vez mais comuns e contrários ao que diz a Bíblia, um verdadeiro cristão, que busca viver de forma santa, sempre fará a diferença. Aquela pipoquinha branca, que acabou de estourar, um dia já foi milho, sem graça, igual a todos os outros ao seu redor. Conosco aconteceu o mesmo; em meio a tanta gente, tantas dúvidas e temores que asso – lam o ser humano, o Senhor veio com a Sua potente mão e Sua graça infinita, e nos reconciliou, nos salvou! Outro ponto interessante que reparamos foi o tempo que se leva entre o estouro de uma pipoca e outra. Não estouram todas de uma úni – ca vez, cada uma tem um tempo, mesmo que todos os milhos tenham sido coloca – dos na mesma hora e sob a mesma temperatura. Dessa forma, pensamos a respeito do tempo que cada um tem para colocar-se à disposi – ção do Senhor com os seus dons e talentos, ou a hora de entregar-se a Jesus e tomar a decisão de aceitá-lo, de reconciliar-se com Ele ou, até mesmo, de batizar-se. O que vemos em muitas Igrejas ou percebemos na fala de muitos cristãos é essa pressa para o outro tomar decisões. Cada um tem o seu momento, e o Espírito Santo vai testificar quando chegar a hora na vida de cada um. Transformação é um processo, e não é por – que o irmão ao seu lado não vive como você ou comete pecados diferentes e que você julga mais graves que o Seu, que Ele não é lavado e remido pelo Sangue de Jesus. Precisamos ser mais compreensivos com o outro. Ninguém é igual a ninguém, cada um sente, pensa, reage de um jeito; e Jesus entende tão bem isso, que trata cada um de um jeito especial, fala com cada um da maneira como Ele sabe que essa pes – soa vai entender. Precisamos ter o caráter mais parecido com o de Jesus! E, por último, de que adianta um balde de pipoca, se ela estiver insossa? O sal faz toda a diferença; dá sabor, dá gosto, dá vida. É dessa maneira que o Senhor espera que façamos a diferença em nossos trabalho, família, relacionamento, faculdade, escola, Igreja, vizinhança, etc. Viu como podemos aprender até com uma simples pipoquinha? Aproveite e chame sua família, sua classe de EBD, amigos, faça uma pipoca, jogue conversa fora, assista a um filme, leia O Jornal Batista juntos, troquem experiência, tenham um momento agradável de comunhão. “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” (Sl 133.1)

Com carinho, Paloma Furtado, jornalista, secretária de Redação de OJB