Não existe um conjunto de regras sobre como ministrar louvor. Existem na verdade alguns cuidados que precisamos tomar para que, ao invés de ajudar, não acabemos atrapalhando esse momento tão especial que é o tempo de louvor a adoração ao nosso Deus. Visto que o momento do louvor é uma parte muito importante dentro de um culto, se não tomarmos alguns cuidados, podemos acabar atrapalhando.

FALAR OU NÃO?

Quando vamos ministrar sempre nos sentimos pressionados, temos a obrigação de falar algo, de dar a direção para o que a igreja cantará. Penso que sim, temos um papel chave durante o período de louvor, mas precisamos entender que Deus age na igreja independente de nós. Se vamos ou não falar não é o que vai diferenciar o louvor de ser edificante ou não.

Antes de ministrar pense no que pode falar. Treine em casa, para que na hora se sinta confortável. O que atrapalha uma ministração é a insegurança, o nervosismo e a vergonha. Então se treinarmos, saberemos bem a música que vamos cantar, isso traz tranquildade para deixarmos Deus nos usar.

NÃO FALAR DE MAIS

Outro risco que corremos é o oposto, é falar demais. Ministração no período de louvor não é uma pregação. As próprias canções já contêm a mensagem que queremos passar para a igreja.

Quando falamos demais, cansamos a igreja. Temos de lembrar também que existem pessoas de idade. Outro risco ao qual estamos sujeitos é falar coisas que não vêm de Deus. Podemos deixar de ser bênção para sermos uma pedra de tropeço. É fundamental ter equilíbrio.

SER VOCÊ MESMO

Ser autêntico. Temos o grande defeito de querer ser igual a outros. Existem pessoas que se espelham tanto em suas referências que, em alguns casos, tentam copiar o timbre de voz, os gestos e até as ministrações. Precisamos ser nós mesmos, entendendo que cada um que for ministrar vai fazer do seu jeito, com sua personalidade.

Devemos ser pessoas acessíveis, de modo que as pesso- as de nossa congregação nos vejam e pensem: “essas são as pessoas que conheço”. Sempre covém lembrar que nosso ministério não está condicionado ao palco, mas principalmen- te quando descemos dele. O que fazemos lá é apenas um reflexo de tudo que vivemos no meio da comunidade.

MAXWELL G. SILVA

Missionário da Sepal