Entre os dias 18 a 20 de janeiro, os Batistas Paranaenses através do Projeto Missisonários da Bola, realizaram clinicas de Futebol numa área de lazer em Areguá, Paraguai Essa área tem dois campos de terra, uma academia ao ar livre (semelhante as de Curitiba), um parquinho para crianças e ainda uma quadra de vôlei que foi usada por nossa equipe, colocando dois golzinhos, para o jogo dos menores, quando os dois campos estavam sendo utilizados para os jogos das outras categorias.
Nos dois primeiros dias foram realizadas 2 clínicas pela manhã, das 9h às 11h30 e duas à tarde, das 15h30 às 18h00, sendo que no segundo dia, terminamos com um jogo, a pedido deles, entre nossa equipe e os mais velhos participantes, adolescentes e jovens. No último dia tivemos apenas clínica pela manhã pois à tarde estava agendado um jogo contra uma equipe local, no clube deles.
Dividimos a clínica em quatro grupos (categorias):
- até 9 anos de idade
- de 10 a 13 anos
- acima de 14 anos, onde participaram adolescentes e jovens até 20 anos.
- goleiros, que tem treinos específicos, independente da idade, e depois se juntam com os demais grupos nas atividades finais.
Os treinos foram feitos de uma maneira sequencial, ou seja, sempre atividades diferentes (exceto o jogo ao final das clínicas) pois a maioria das crianças e adolescentes vinham em todos as clínicas, pois estavam em período de férias escolares. Iniciávamos sempre com exercícios de aquecimento e alongamento. Depois, realizamos treinos para desenvolvimento de habilidade individual com a bola, com o objetivo de ensinar os fundamentos básicos do futebol. Começamos com atividades simples e aos poucos aumentamos o grau de dificuldade, abrangendo o passe, o domínio da bola, e o cabeceio.
Em seguida, um intervalo para descanso e hidratação. No retorno, continuamos com os treinos de condução, drible e chute. Fazemos pequenas competições para incentivar o aprimoramento.
Na sequência, mais um intervalo para descanso e hidratação. Nesse momento realizamos uma das principais atividades: Louvamos a Deus através da música, e ensinamos alguns cânticos para eles louvarem conosco.
Um dos nossos atletas dá um rápido testemunho e na sequência é feito um convite para as criança, adolescentes e jovens para receberem a Jesus como salvador de suas vidas. Oramos com eles ao término desse período.
Lembramos que muitos adultos participam direta ou indiretamente dessa atividade por ser um local público. Uma das tardes contei 19 pessoas na praça que não participavam das clinicas pararam para ouvir por que o louvor chamou a atenção deles.
A atividade final é a que eles mais gostam, onde são divididos os times e os jogos são realizados sob a orientação dos nossos treinadores. Assim eles aprendem a se posicionar dentro do campo, a marcar o adversário, e a “levantar a cabeça” para passar ou lançar a bola. Esses jogos, vez ou outra, são permitidos inicialmente apenas dois toques para treinar os participantes a jogar mais em conjunto. Depois é liberado a condução à vontade.
Para incentivar a disciplina e o respeito entre eles, combinamos que, se o participante falar alguma palavra torpe (palavrão), seria punido com falta, e havendo reincidência, a punição seria o pênalti. Felizmente poucas vezes precisamos utilizar esse recurso no decorrer dos jogos.
Apenas o treino da manhã do dia 19 teve que ser interrompido pouco antes do final devido a uma forte chuva. Enquanto garoava o treino continuava (ótimo, as crianças são animadas!), porém as nuvens se acumularam e tivemos que parar por segurança. Cerca de maios ou menos uns 3 minutos após encerrarmos, um raio atingiu um poste bem próximo ao local, assustando a maioria das crianças, confirmando que havíamos parado no momento certo para não pormos em risco as crianças e os adolescentes.
Um caso interessante aconteceu com o grupo dos menorzinhos (sub 9). Eles observaram que uma mãe acompanhou a clínica no primeiro dia, mas desconfiada, não deixou sua filha participar, apenas ficou com ela assistindo. No dia seguinte, ela retorna com sua filha, mas dessa vez para participar das atividades. Para nossa surpresa, tamanha foi a certeza que sua filha estaria segura, e em boas mãos, que ela entregou a menina a um dos nossos atletas e disse que tinha afazeres, e por esse motivo iria embora e voltaria depois para pegar sua filha, ao término da clínica!


Eber Brea | Membro da IBJA e Voluntário do Brazilian Soccer