O termo multiplicação, aplicado à igreja, nos remete aos números da aritmética e pode levar alguns a pensar que pessoas são números e que crescimento é nosso ideal frio e calculista.
Pertenceria esta linguagem a mais um modelo de crescimento de igreja, por muitos adotado na história, que funcionou bem durante anos, mas em alguns casos não se obteve os resultados esperados?

Pensamos que não, pois a igreja em casa foi uma prática adotada pela igreja primitiva e contribuiu para o crescimento ao longo da história. Longe de ser um método criado por grupos, igrejas ou pessoas de nosso século, com diferentes siglas e particularidades, os pequenos grupos nos levam às páginas da Bíblia e realmente funcionam.
Não queremos ter modelos de crescimento de igreja do tipo “febre”, “moda” e “modelos em série”, mas uma prática bíblica, enfatizando o estudo da Palavra, comunhão e o cuidado dos participantes, tendo a casa como porta de entrada de muitas pessoas que se converterão e farão parte da igreja de Jesus. Várias igrejas batistas do nosso Estado adotaram este método há anos e colhem os bons resultados, a saber, almas salvas e cuidadas integralmente.
Precisamos estar atentos para não cair na armadilha de enfatizar a matemática fria, em que pessoas são tratadas como números e o fator determinante seja chegar a um produto, semelhantemente à lógica mercantilista que busca resultados em planilhas. A nossa matéria prima são pessoas, em todos os seus aspectos, principalmente o espiritual.

O nosso objetivo é multiplicar pessoas convertidas a Jesus, líderes dispostos a cuidar e alimentar pequenos grupos, casas abertas que sejam as igrejas no bairro e no lar. Não podemos negar que gostamos dos números, e neste caso, da soma e multiplicação deles. Mas que o crescimento seja com aquilo que mais prezamos: o ensino da Palavra e o amor pelas pessoas, que cada dia mais precisam ser pastoreadas de perto, nos pequenos ou grandes centros urbanos.
Que a realidade verificada na igreja primitiva seja uma prática em nossas Igrejas Batistas do Paraná e que a conversão das pessoas a Cristo seja o nosso maior alvo, lembrando que “Deus dá o crescimento… e que a cada dia o Senhor acrescentava os que iam sendo salvos”. (1Coríntios 3.7; Atos 2.47)

Geremias Corrêa Junior
Presidente da CBP

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