É muito comum ver que os preparativos para o casamento agitam a vida do casal. Provas de vestido, confirmar com o fotógrafo, ligar a luz da nova casa, são muitos os detalhes que antecedem a festa do casamento. Contudo o casamento é mais do que uma festa de uma noite. Casamento é para a vida toda! Por isso a pergunta, o que fazer antes do casamento?

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” (Gênesis 2.24). Com base apenas neste versículo passo a dar três conselhos para esta fase:

1. Deixar pai e mãe: o casal deve estar pronto para desligar-se da sua família original. É tempo de inde- pendência. Uma delas é a independência Financeira: casamento não é aventura e agora o casal precisará pagar as suas contas sem precisar da ajuda dos pais, ao menos no seu orçamento básico; Emocional: o casal deve estar preparado para suprir as emoções um do outro. Em algumas famílias os vínculos com pai e mãe são tão fortes (o que não é necessariamente ruim) que não permitem que o cônjuge assuma de agora em diante este papel de provedor emocional; Espiritual: alguns casais deixam de frequentar a igreja depois que casam, este é tempo de criar a cultura de buscar a Deus na nova família que se forma.

2. Unir-se a sua mulher: A partir do casamento existe um compromisso de fidelidade eterna. Deus nos dá a possibilidade de escolher, baseado em critérios que de antemão conhecemos. A Bíblia nos mostra os critérios e nos auxilia nisto, contudo a escolha ainda é nossa e por isso devemos usar o tempo de namoro para fortalecer a convicção que estamos es- colhendo corretamente. Namoro é feito para acabar, ou como dois bons amigos ou com casamento.

3. Serão os dois uma só carne. A poesia judaica é muito rica apesar de ser muito simples. Esta parte do versículo não fala apenas de conjunção carnal, fala de uma fusão completa e indissociável, como misturar dois tipos diferentes de pó de café, depois será impossível separar sem que haja prejuízo. Por isso o casal deve avaliar antes do casamento se os projetos individuais, se não coincidirem, são ao menos compatíveis. Isto evita que depois de casados uma das partes possa argumentar que “se anulou” pelo relacionamento, o que não é o ideal. Assim os projetos individuais conquistados se tornam a vitória dos dois. Se os sonhos coincidem ou são compatíveis, podem ser compartilhados. As realizações são multiplicadas e as frustrações são repartidas. Nos dois casos o casal sai fortalecido.

Acrescento ainda a necessidade da busca de um conselheiro que acompanhe o casal, pessoas com mais experiência que podem ajudar a identificar áreas de tensão e serem referenciais nesta nova etapa do casal.

PR. OSMAR GOMES
Vice-Presidente da CBP