Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu” (Sl 22.24).
No inicio do seu canto, o salmista descreve o sofrimento intenso daqueles que não conseguem perceber nem a ajuda divina no meio de sua intensa tribulação: “Deus meu, Deus meu: por que me desamparaste?” (Sl 24.1). A Bíblia não condena nossas expressões de desespero no meio da intensidade com que vivemos o ódio do mundo contra nós. O objetivo do ensino bíblico é nos dizer que, para os que aceitam o Senhor, constatar as tribulações do mundo não nos conta a realidade total do sofrimento. Daí a revelação do próprio Jesus: “No mundo, tereis tribulações. Mas não fiquem desanimados: Eu venci o mundo” (João 16.33). É nos permitido, biblicamente, levar ao Senhor nossas mágoas. O que não tem base bíblica é concluir que o Senhor nos tenha abandonado e que Ele não use conosco Seus recursos de socorro e de solução. Deus “Não desprezou, nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o Seu rosto: antes, quando ele clamou, o ouviu” (Salmo 22.24). Não vivemos abandonados – o Senhor nos ouve e nos socorre.

OLAVO FEIJÓ
Pastor, professor de Psicologia
publicado em: O jornal batista 22/07/18

Siga a CBP!