Os pais são homens que receberam de Deus a nobre missão de liderar a família em amor, respeito, honra, companheirismo e dedicação.

A Bíblia está repleta de exemplos positivos e negativos, tais como: Abraão, Sacerdote Eli, Davi, Rei Ezequias, José(pai de Jesus)…, que demonstram a fundamental importância do papel do homem na construção dos valores e do caráter de um filho e os efeitos produzidos pela  influência da figura paterna ao longo da vida de uma pessoa. Como nenhuma outra pessoa, o pai possui um poder especial para formar a vida de outra pessoa e moldá-la. Conceitos de caráter, autoestima, princípio e identidade fluem da vida de um pai.

No livro sobre a masculinidade, sob o título “Guerreiro Gentil”, da autoria de  Stu Weber, o autor em dois capítulos trata do incrível poder de ser pai. Enquanto fazia esta leitura, meditava sobre o impacto que um pai pode causar na vida dos filhos. Creio que vivemos numa sociedade em que a maioria dos homens não tem noção da importância e do poder da influência de um pai, tanto positiva quanto negativa.

Stu Weber  diz que “há duas maneiras de reconhecer poder, uma é vê-lo em ação; a outra é medir o  que acontece quando ele está ausente”. Ausente ou presente, positivo ou negativo, o poder de um pai é incrível. Segundo o livro, quando o pai leva Deus a sério e é um cristão ativo, há 75% de possibilidade dos filhos também serem cristãos, ao passo que se apenas a mãe é cristã, esta possibilidade é reduzida para 15%”.

Ao verificarmos o que está acontecendo em nossa sociedade, teremos a prova do poder  de ser pai ou do poder de sua ausência. Muitos problemas que enfrentamos hoje têm sua origem na desestruturação da família e principalmente na ausência da figura paterna.  Quando um pai não cumpre sua missão, a extensão dos efeitos negativos na vida de uma família são imensuráveis.

Uma das estratégias satânicas para decadência moral da sociedade é o enfraquecimento da figura do pai(sem ,) na família. Todas as mídias trabalham para o enfraquecimento da figura masculina do pai. O plano de Deus é que o homem lidere sua família de forma amorosa,  com firmeza e autoridade sem ser autoritário. Essa missão é nobre e intransferível, não pode ser delegada para a esposa, igreja, escola ou Estado. Ser pai é um compromisso de vida, é um trabalho árduo. Ao pai cristão, além de participar de maneira ativa na formação de seus filhos em todas as áreas da vida, cabe a responsabilidade de levá-los a um encontro com Jesus Cristo e transmitir-lhes valores espirituais que serão indispensáveis na formação de pessoas estruturadas e preparadas para a vida. Isso requer que cada pai seja uma pessoa dependente de Deus, da  Sua sabedoria e misericórdia.

A educação religiosa dos filhos é intransferível já que nenhum ensino é tão marcante e impactante para uma pessoa como o que aprende  em sua família e principalmente com seu pai (Dt 6:4-9,). Cada pai deveria ser o discipulador por excelência de seus filhos, ensinando-lhes a orar pela maneira como oram; mostrando-lhes como  amar a Deus pela forma como se relacionam com Ele; levá-los à maturidade cristã porque a cada dia seus filhos percebem seu crescimento em Cristo; fazer deles verdadeiros adoradores porque veem no pai alguém que fez da adoração a Deus um estilo de vida; e ensiná-los a obediência  sendo obedientes ao supremo Pai, o Pai celestial.

Que cada pai possa conscientizar-se da importância da sua missão  no lar, na igreja, na sociedade e principalmente na vida dos filhos, já que eles são “herança do Senhor, uma recompensa que Ele dá.”(Sl 127:3).

por: Valdo Fonseca

Pastor da Igreja Batista do Cajuru – Curitiba/Pr