Ser pai neste século requer disposição para adaptar-se a demandas antes destinadas somente às mães. Trocar fraldas, preparar a mamadeira, contar histórias na hora de dormir, dentre outras. Tudo isso se faz necessário, principalmente tratando-se de lares em que as mamães também atuam no mercado de trabalho para melhorar ou até mesmo suprir o orçamento familiar. Contudo para atuar como pai é preciso mais do que ajudar nas tarefas diárias, se faz necessário observar princípios bíblicos fundamentais para a formação das crianças.

Diante da urgência de homens que de fato cumpram com seu papel como esposos e pais, proponho em vez de teorizar ou conjecturar sobre ideias, analisar e aprender com base nas posturas de um homem que assumiu a tarefa de criar um filho adotivo e cuidar de sua família como sua principal missão.

O capítulo 1 do evangelho de Mateus descreve: “Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos”… (vs.1,2) …Matã gerou Jacó e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. (vs.15,16) Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e dis- se: “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (vs.18-21). Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus (vs.24,25).

José assumiu responsabilidades como marido de Maria e pai de uma criança especial. Jesus não foi seu filho biológico, mas enquanto homem, José cumpriu as tarefas que todo pai precisa realizar:

(1) Assumiu seu papel como esposo e pai. Um dos maiores problemas hoje está no fato de que a maioria dos homens falha na tarefa de ser esposo e pai, omitindo-se em prol da acomodação e necessidades pessoais. Omissão é pecado! José confiou em Deus e aceitou sua missão com intenso comprometimento.

(2) Supriu as necessidades de Maria e Jesus. José foi um homem protetor, atencioso e afetivo. Ele preparou o animal para a viagem, conduziu-os até Belém, negociou na estalagem e diante do problema de hospedagem encontrou uma solução. A adaptação da estrebaria para servir como berço exigiu trabalho, organização, limpeza e cuidados especiais.

(3) Protegeu sua família com a própria vida. Para livrar Jesus do iminente perigo que Herodes tramava, planejou e viabilizou a viagem para Nazaré. Ele se antecipou e proporcionou a Jesus a possibilidade de ser criado em um lar abençoado.

Estes aspectos da paternidade de José fazem dele um referencial para os pais de todas as épocas, inclusive para os papais do século 21. Convém lembrar os conselhos que Davi, em seus últimos momentos de vida conferiu a Salomão: “Estou para seguir o caminho de toda a terra. Por isso, seja forte e seja homem. (1Rs.2.2)

Por: Antonio V. Kukul

Pastor e Diretor do Conselho de Administração da CBP