“Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15). Ser irrepreensível é não ser motivo de qualquer repreensão ou censura por parte da opinião pública. Isso é a condição estabelecida por Jesus para todos que aceitarem Seu chamado para, primeiro, serem justificados de seus pecados mediante a fé em sua morte sacrificial. Segundo, se tornarem Seus discípulos, Seus seguidores, Sua Igreja. Para isso, a Igreja precisa se destacar em meio a sociedade pervertida e corrupta na qual ela está inserida para ser instrumento de Deus para
salvação:
1) Estar sob o senhorio de Jesus, ou seja, ser absolutamente obediente às suas determinações para a nova forma de vida dada aos que nEle estão. Falar espiritual, em meio a um alarido carnal; comportamento ou postura espiritual, em meio a um mar de ofertas corrompidas e pecaminosas; reagir benignamente, diante de ataques malignos; perseverar nos valores divinos para a família, para a sociedade, para a Igreja em todos os tempos e contextos.
2) Instituir uma liderança humana totalmente comprometida com o Evangelho e em plena realidade
de fé em Deus e em Jesus. Que pregue o verdadeiro Evangelho que confronta o homem com seus pecados e o esclarece quanto à necessidade de se entregar a Jesus para ser salvo da geração pervertida que ele constitui. Nunca pregando outro Evangelho, pelo qual apresenta promessas que satisfaçam unicamente as necessidades carnais do homem, como se sua vida fosse somente para esse mundo, sem lhe dizer que um dia, infalivelmente, estará diante do tribunal de Cristo. Nunca criando uma Igreja ou Congregação meramente social, onde as pessoas vão para se divertirem e não para oferecerem um culto a Deus. Onde cantam o que gostam, dançam, se sensualizam, se divertem, comem e bebem sem nenhuma reverência diante de Deus, onde o púlpito ou tribuna de proclamação da Palavra é encostada a um canto, para dar lugar a um palco de espetáculos irreverentes. Isso é uma grande tentação para o líder, pois, por ser o que o povo gosta e quer, promove um enchimento da Congregação. “Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; e castigá-lo-ei pelo seu procedimento; e lhe darei pago das suas obras” (Os 4.9)
Celson de Paula Vargas, colaborador de OJB
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