Certamente você já ouviu a expressão como um xingamento a uma pessoa, que diz: “Seu filho da mãe!”. Esse parece querer atingir mais a mãe que ao filho, como outros terríveis palavrões que existem. Mas, afinal de contas, quem não é “filho da mãe”? Todos nascem de alguém, ou ainda tem gente que acredita em cegonha, que somos filhos de chocadeira ou nascemos de um experimento científico?
Não é nada disso. Mesmo que a mãe que gerou não tenha criado, não deixou de ser mãe.
Da mesma forma, quem cria alguém por uma vida inteira é mais do que mãe. Deus concedeu à mulher o privilégio de gerar por nove meses um ser que nascerá, crescerá e sua vida levará, sendo por ela observada e admirada. Os filhos podem deixar a “barra da saia da mãe” quando adultos, mas, na verdade, jamais romperão o vínculo materno iniciado pelo cordão umbilical e eternamente presente na vida da gente.
Na hora do aperto da vida quando todos parecem sumir da nossa frente, quem é lembrada em um grito aflito, porém, sincero, de socorro? “Mããããããeee!!!!”. Ela sempre está disposta a ouvir, segurar o choro e aconselhar bravamente para ajudar aquele que dela saiu e que muito a deixa triste em ver sua angústia. As mães nunca desejam o mal dos seus filhos. Tanto é verdade que muitas preferiam sofrer em seu lugar. Quando o filho tem uma doença, até mesmo já adulto, a sua mamãe está presente, aflita, cuidando de uma parte de si que não está bem. É como se ela também estivesse mal fisicamente.
Mãe não merece ser xingada por quem é frustrado e teve uma mãe desnaturada, mas, amada por todos os seus filhos enquanto em vida e até mesmo quando partir deste mundo, sendo por ele muito respeitada. Não fique triste quando alguém o chamar de “filho da mãe!”. Graças a Deus, você e todos são “filhos da mãe” com muito orgulho. Afinal de contas, se assim não ocorresse, ninguém existiria. Salve mães! Que todas as mães e seus filhos vivam em harmonia, pois motivo algum é maior que o desejo dos rebentos de amar quem o gerou para todo o sempre. Amém
Rogério Araújo -Rofa jornalista, diácono da Igreja Batista Neves – São Gonçalo – RJ