Desde a primeira família descrita na Bíblia já podemos observar que nada seria fácil, haja vista as mazelas que filhos, pais, maridos e esposas praticaram nas narrativas bíblicas. Imagine quase seis mil anos depois. No NT a concepção de família é repensada, atualizada em Jesus: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam!” (Lc. 8.21) Jesus inaugura um novo olhar para a família, muito além do parentesco. A meu ver, é isso que Jesus quer de nós, atualização periódica, um UPDATE nele para os novos tempos. Estamos vivendo novos tempos e a nova “Família Cristã” precisará entender que o formato da família se transformou e, junto com ela, novos desafios para manter as nossas famílias. Pense a seguir nessas atualizações que são necessárias, prepare sua família para realizar essas coisas e viver de forma abençoadora.

Diferenças: Atualmente as diferenças ficam cada vez mais evidentes, precisamos aprender a administrar e respeitar os diferentes. Jesus chamou doze homens muito diferentes. É preciso respeitar a individualidade de cada um e estimular o diálogo, aceitar que nem todos os conflitos serão resolvidos e que temos que conviver com as diferenças. É preciso haver mais investimento em afeto, tempo e atenção.

Amor: Luc Ferry, autor de Famílias, Amo Vocês, afirma que ‘‘A família é última instituição pela qual as pessoas ainda lutam, se isso morrer será um caos”. A família atual tem desistido de lutar pelo amor. Do outro lado nós, se nos esvaziarmos seremos incapazes de amar as pessoas que não acreditam mais no amor. Nossas casas precisam exalar amor!

Solidariedade: Na maioria das casas a solidariedade foi esquecida. Cada um só pensa em si. A solução, nada simplória, exige uma nova postura. É preciso educar o filho para pensar no outro. Pensar valores, comer junto, orar, ler a Bíblia juntos, dialogar. Se isso não é ensinado, não é absorvido.

Violência: A selvageria está próxima. Todavia, o combate à violência começa em casa, com o diálogo entre pais e filhos. A juventude está solta, agressiva. É preciso preencher essa brecha com a prática da paz. Essa voz precisa e deve sair de nossas casas cristãs.

Edwin Ferraz, pastor da PIB de Campo Mourão