Retorno a esse assunto hoje e sei que não será a última vez. Acredito que muitos, por uma questão ou outra, também avalizam que isso é prioridade no contexto em que vivemos. As relações afetivas encontram-se cada vez mais próximas do abismo, talvez porque muitos acham que entendem plenamente desta questão, estão firmes com a companheira, e concluem que não há com o que se preocupar. Atenção: O meio evangélico não é imune a isso, não. Em breve completarei duas décadas escrevendo crônicas semanalmente. Um pouco mais adiante, também atingirei três décadas de vida conjugal. Já tenho cinco décadas de existência, portanto mais tempo de vida de casado do que quando morava com os meus pais. Mas, o que tem a ver uma coisa com outra? Bem, o matrimônio continua vulnerável. Creio que há necessidade de as pessoas serem orientadas melhor em função do número crescente de divórcios. Não vou me ater hoje aos dados ou índices, porque sobre isso já falamos anteriormente. Creio, também, que seria de bom alvitre continuar a combater as causas desta tragédia, que tem trazido um grande sofrimento para aqueles que passam por separação, principalmente os filhos. Repito: Espanto-me que isso tenha chegado inclusive naqueles que vivem bem próximos da Palavra de Deus. O problema não respeita nenhuma área. No ano passado, quando me propus a debater o tema pela última vez, recebi um telefonema de Atibaia-SP, de um pastor Batista, que solicitava meu endereço eletrônico. Dias após, surpreendentemente, chegou uma mensagem de um irmão que havia passado por esse trauma, a quem o pastor de Atibaia havia recomendado que entrasse em contato comigo. Não vou mais além neste particular, mas a dura realidade tinha a ver com um coração aflito, solitário, que não encontrava mais o “chão” de sua existência. Não compreendia como isso aconteceu entre ele e a ex-esposa. Ambos tinham uma vida de ótimo padrão, tanto financeiro como, aparentemente, afetivo. Vida religiosa piedosa, porém, por iniciativa dela, a companheira, veio a triste notícia. Tudo acabou. Dentro de questões de relacionamento, a coisa mais bisonha que presenciei foi o sujeito que foi detido por quatro motivos. Primeiro: Além de ser vítima de traição pela esposa, apanhou da mesma, apanhou do amante e ainda foi preso. Estava com a cara toda arrebentada. Os desentendimentos são coisas comuns hoje. Na vida desse camarada foi além das vias de fato. E pasmem: O sujeito ainda disse que amava a mulher. Não sei se a relação foi refeita após sua liberdade, porém, que cada um aja de acordo com a consciência. E se esse cidadão pedisse conselhos a dez pessoas? Nove vão dizer que ele não deve reatar com a companheira,

mas se uma disser “sim”, ele volta correndo pra “amada” na hora. É, só quem passa por essa tempestade pode tomar a iniciativa de acalmá-la ou não, não é mesmo? Tem muita gente que não se conscientiza do que se trata o casamento. A relação não é confirmada diante de um simples pastor, em uma Igreja. O casamento é firmado diante de Deus. A união é feita tendo como base, antes de tudo, um culto. Isso refere-se diretamente ao Criador. Adoração. Não existe nenhuma brincadeira nisso, afinal, foi em um casamento o primeiro milagre de Jesus e ele não fez isso de qualquer jeito, não é verdade?! Prezado leitor, as pessoas hoje estão se separando porque elas não conseguem contornar, lidar com o seu próprio interior, com os defeitos. A rebeldia é tanta que optam por uma outra companheira (o) em vez de tratar as fragilidades do caráter, de vícios. Não tem paciência consigo mesmos e preferem trocar o marido ou a esposa, na esperança de encontrar a tão sonhada alma gêmea. Se existe algo assim, deveras, é muito pouco. Alguns se envolvem até com colegas de trabalho e, depois, desgraçadamente, descobrem que era apenas “cama”. O desastre se torna evidente quando os filhos ficam chocados ao descobrir o castelo de areia dos pais. A família acaba. Eu não sei como anda o seu casamento. Apenas tenho consciência de que os malefícios de uma separação são, em grande parte, dolorosas demais e, quase na sua integridade, irrecuperáveis. Perdas sociais, emocionais e financeiras. Será que isso compensa? Faça tudo o que puder – e o que não puder! para salvar o seu matrimônio. Um grande pastor disse outro dia: “Se for necessário implorar para ficar junto de novo, implore. Peça perdão!”. Os argumentos parecem muito conservadores e contrários ao que temos ouvido, porém, são os mesmos dados pelo Criador. NEle não há mudança, lembra-se?!