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Vinicius Vargas, membro da Igreja Cidade Viva, em João Pessoa – PB, pastor, professor de teologia na Faculdade Internacional Cidade Viva (FICV) e Conselheiro Emérito da JBB.

“O qual é imagem do Deus invisível…”

(Cl 1.15a)

O Deus Criador andava pelo Jardim antes da queda, Sua face e Sua voz eram conhecidas da humanidade (Gênesis 3.8). Com a queda, uma ruptura foi feita. A partir daquele momento, ver a face de Deus, por causa da Sua santidade, seria uma experiência tão intensa para a humanidade pecadora, que ninguém conseguiria olhar para Deus e continuar vivo (Êxodo 33.20). As pessoas feitas à imagem e semelhança de Deus perderam acesso ao Deus que as tinha criado. E essa separação era irremediável. Pelo menos para nós.

Deus, em Seu amor, providenciou uma maneira de podermos voltar a ter acesso a Ele. Esta maneira foi mandar Seu próprio filho. Humano como nós. Tão humano, mas tão humano, que só poderia ser divino. Não tinha uma beleza além da conta (Isaías 53:2), parecia extraordinariamente comum. E é assim, no cotidiano das coisas, que Deus faz Seus maiores milagres: o Deus que ninguém jamais viu se mostrou como um de nós, se fez carne e habitou entre nós (João 1.14) e nos mostrou quem é o Pai (João 1.18). Quem olhava para Jesus podia ver o Pai (João 14.9). No passado, gnósticos não criam na encarnação de Jesus. Paulo escreve pensando em dar resposta a esse pensamento: Jesus é Deus feito carne, que expressa Sua imagem que antes estava oculta.

Hoje em dia, muitos dizem não conseguir crer em Deus. Uma vez que Ele é invisível, quem pode garantir que Ele não é apenas o fruto da nossa imaginação? A resposta é Jesus! O exemplo de ser humano, que veio nos mostrar como viver uma vida livre do peso dos nossos pecados, que veio pavimentar um caminho para que a gente pudesse voltar a ter acesso a Deus, nessa vida, de maneira provisória, mas na eternidade o veremos face a face (I Coríntios 13.12). A imagem do Deus misterioso e invisível é revelada a nós no rosto humano de Jesus.

Mas, e nós que nunca vimos o rosto humano de Jesus, a não ser na percepção de artistas ou de projeções digitais? O que será de nós outros que não tivemos a experiência dos apóstolos que viram, ouviram e tocaram o Verbo da Vida (I João 1.1)? Nós não precisamos ver, nós precisamos crer. Muita gente o viu e não acreditou nEle. Nós somos chamados pelo próprio Jesus de bem-aventurados, porque apesar de não o termos visto, cremos nele (João 20.29) e quando cremos nEle fomos feitos Filhos do Deus Criador (João 1:12).

Que nossos olhos espirituais possam olhar para Jesus, a imagem revelada do Deus invisível!

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