Mesmo a gerac?a?o tecnolo?gica dos nossos dias ha? de convir que na?o foi em va?o a men- sagem salvadora de Jesus, pelo menos por dois eventos que a tecnologia na?o tornou de fa?cil entendimento e aceitac?a?o: a morte e a ressurreic?a?o. O aumento da longevidade na?o excluiu a morte; e a ressurreic?a?o continua questa?o de fe?, que e? o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se na?o veem, porque delas os antigos testemunharam (Hb 11.1,2) – e teste- munho e? prova.

De qualquer forma, independente desse ou da- quele esta?gio da tecnologia, a vida na?o tem m no esta?gio terreno que o homem modi cou, pondo m ao dia?logo com Deus, que passeava no jardim pela virac?a?o do dia. (Gn 3.8) E? na ressurreic?a?o que sabe- remos se o esta?gio terreno foi bem ou mal feito, pois e? absolutamente certo que iremos a jui?zo pelo nosso desempenho, por uma vida escondida de Deus ou pela retomada do dia?logo que o Deus Filho nos ofe- receu, dando-nos a prova do viver, do morrer e dressurgir para a vida eterna.
A juventude, em raza?o da beleza que e?, como estac?a?o primaveril e de estio, geralmente nos leva a esquecer do outono – quando as folhas despencam aos primeiros sopros dos ventos anunciadores do in- verno, que muitos aguardam com o cobertor, a pol- trona e a aposentadoria – a chamada “velhice velha”. Mas para os que a alcanc?am como um magiste?rio para a juventude (que vem correndo atra?s de no?s) e a exercitam como a “velhice jovem”, o seu verda- deiro encanto e? na?o deixar que se perca a noc?a?o da busca do Criador na mocidade, para que o dia?logo com Deus se renove pela virac?a?o de cada dia, antes que o gafanhoto seja um peso; tremam os guardas da casa; cessem os moedores por ja? serem poucos; antes que se despedace o ca?ntaro junto a? fonte e o espi?rito volte a Deus que o deu. (Ec 12).

Humberto de Queiroz

 

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